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A visão é sem dúvida impressionante: toneladas e toneladas de aço numa imobilidade total, encostadas ao cais sob a forma de um imenso edifício flutuante, com o longo e alto costado branco, onde se vêem, enfileiradas, as janelas-escotilhas.Quando a gente passa junto ao cais, cruzando a cidade na mesmice do ir-e-vir cotidiano, os navios não impressionam tanto. Mas assim, de perto, o impacto é grande. De longe, esses transatlânticos se misturam aos outros barcos no píer, rebocadores. Até os guindastes parecem mais imponentes. Porém, de pertinho...

Durante toda a viagem os passageiros são flagrados em todas as situações, de todos os ângulos, a todo momento. E, em certa hora, todos os dias, painéis se abrem num dos corredores: lá estão centenas e centenas de fotos, vendidas no navio. Trata-se de um dos lugares mais freqüentados do barco. Cada passageiro leva seu narcisismo para navegar, e não resiste a gastar bom dinheiro para trazer para casa um flagrante na piscina, nos shows ou no coquetel do comandante.

Gentilíssima recepcionista, falando um espanhol representada pela tripulação, nos conduz à cabine. Nada dos corredores estreitos que minha imaginação construíra; duas pessoas andam lado a lado sem problema. O hall de elevadores (o navio tem vários ) são bem espaçosos, nada ficando a dever a prédios de luxo.

A cabinezinha acanhada só existiu mesmo em minha imaginação cheia de implicância. Estamos em acomodações bem amplas para as circunstâncias. Beliches, que nada! Aí está uma confortável cama de casal, acima da qual uma ampla janela mostra a ponte Rio-Niterói infelizmente cinzenta nesse dia de chuva em que saímos navegando pela Baía de Guanabara.

Pode-se ver que os arquitetos e decoradores fazem milagres.As cabines internas, um pouco mais baratas, não têm o benefício da janela; e por outras que têm ainda o luxo de uma varanda debruçada sobre o mar.

Um banheiro bem compacto porém igualmente confortável, com tudo que um bom banheiro deve ter – da ducha generosa de água quente ao secador eficiente – completa as acomodações, bem servidas de armários e com um frigobar bem abastecido.

Essa caminhada até a cabine já revelou de forma bem prática o tamanhão do navio. Os corredores são imensos, com centenas de portas de cabine cada um. O desafio é conseguir voltar direitinho para a nossa, embora esteja tudo muito bem sinalizado. Várias vezes trocamos o lado par pelo lado ímpar, ou andamos em direção à proa, quando queríamos ir para a popa!

Acomodado na cabine, não posso deixar de fazer uma comparação um tanto estapafúrdia com os galeões antigos, em que os bravos navegadores cruzaram oceanos bravios, em espaços exíguos, munidos de uma bússola, um sextante, muita coragem e barris de rum, e contando com a boa vontade de Netuno para evitar as terríveis tempestades ou as exasperantes calmarias.

Dizer, enfaticamente, que o navio é grande talvez não impressione tanto. Porém, alguns números podem nos deixar boquiabertos.

Suavemente, o navio desatraca, e se movimenta com lenta elegância...
Possuimos sem duvida a maior diversidade de origens da indústria hoteleira entre os membros de nossas tripulações, o que nos permite ter sempre a disposição o melhor de todos os mundos, característica que quase impossível de se conseguir em terra.

Com todos estes desafios e obstáculos, temos o orgulho de prestar um serviço impecável 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Para quem toma decisão de fazer um cruzeiro marítimo, nós da Harmonia damos a certeza de encontrar a centenas de profissionais totalmente dedicados a fazer de cada instante a bordo.

“Férias como nenhuma outra na terra.”
Faça hoje mesmo sua reserva!

Por Silmara Cristina Fossatto
Gerente de Vendas Harmonia Viagens

 

 

 


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